A INSERÇÃO DAS PASTORAS NO CONTEXTO DENOMINACIONAL

Publicado: 15 de janeiro de 2009 em Teologia prática
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  Eis-me aqui, Senhor, quero servi-lo como pastor(a)!  Vindo de lábios femininos em nossa Convenção é algo possível e real. Já era tempo!

 

Agora é preciso caminhar. A inserção das pastoras  em nosso contexto deve cumprir etapas importantes para que elas exerçam sua liderança em todos os âmbitos eclesiásticos e tenham garantias de um futuro promissor. Sendo assim:

1.  É necessário o reconhecimento, a inclusão como sócias em todas na OPBB e em todas as secções e subsecções. Não basta apenas o aceite por algumas, como já se tem, mas é preciso integralidade.  Alguns podem pensar: elas que façam a sua própria ordem ou associação.  É claro que sempre poderá acontecer diante de uma da Ordem, mas  isso só demonstraria uma luta desnecessária e a falta de busca por uma parceria sadia entre homens e mulheres que desejam a mesma coisa: serem instrumentos de Deus no cuidado do rebanho. Outro fato é que a OPBB tem vasta experiência ao longo dos anos em lidar com processos pastorais e isto, sem dúvida, seria de grande ajuda neste primeiro momento em que as mulheres estão se inserindo no contexto pastoral;

2.  Ë necessário que, a começar de nossas principais escolas de ensino teológico,  haja nos currículos espaços interdisciplinares sobre questões de gênero,  objetivando a formação intelectual não discriminatória e hermeneuticamente correta. Para isso devem buscar pastores e pastoras, professores(as) que insiram nas disciplinas as diversas visões a respeito do ministério ordenado de mulheres , além de ajudar cada mulher –aluna a encontrar caminhos junto às igrejas na área pastoral através de recomendações,  estágios supervisionados, projetos e etc.;

3.  A urgência na revisão de nossa literatura produzida e documentos para que se tenha uma linguagem inclusiva onde o ser pastor inclua o feminino;

4.  A criação de textos sobre o ministério pastoral nas principais mídias de nossa denominação buscando não a sua legitimação, porque isso já não se faz necessário, mas a abertura junto às igrejas para que realmente estas saibam que a denominação aceita mulheres no pastorado e que as igrejas podem, no processo de sucessão pastoral, aceitar mulheres.

É bom saber que o melhor ainda está por vir e creio que, no que concerne a ministros e ministras de Deus, no cuidado pastoral, a obra será concluída, sem rupturas denominacionais, mas pela unidade que constrói vidas e uma denominação abençoada.

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